Startup e Contrato de Vesting: como proteger a empresa e os fundadores

No ecossistema de inovação, ideias surgem todos os dias, mas são poucas as que evoluem de forma estruturada e segura. Entre as ferramentas jurídicas mais importantes para garantir a solidez de uma startup, está o Contrato de Vesting, um instrumento estratégico que protege tanto a empresa quanto os fundadores, especialmente em fases iniciais.

O que é vesting?

Vesting é um mecanismo contratual que condiciona o direito de um sócio (normalmente um fundador ou colaborador estratégico) a adquirir ou manter sua participação societária ao longo do tempo, de acordo com metas ou prazos predefinidos.

Em outras palavras: o Vesting funciona como um “ganho gradual” de cotas ou ações, evitando que alguém saia precocemente da empresa levando uma parte significativa do capital.

Por que o vesting é importante para startups?

Em startups, é comum que fundadores e colaboradores recebam participação societária como forma de incentivo e engajamento, especialmente quando ainda não há capital suficiente para altos salários. Mas e se um sócio sair nos primeiros meses? Ou se não entregar o que foi prometido?

Sem o vesting, esse sócio levaria parte da empresa com ele. Com o vesting, a participação fica condicionada à permanência e à contribuição real para o crescimento do negócio.

Como funciona o contrato de vesting?

O vesting é formalizado por meio de um contrato ou cláusula no acordo de sócios, com os seguintes elementos principais:

Período de carência (cliff):

É o prazo inicial (geralmente de 12 meses) em que o sócio não adquire nenhuma participação. Se sair antes, perde tudo. Serve como filtro inicial.

📈 Prazo de aquisição (vesting period):

É o período total em que a participação será conquistada gradualmente. Por exemplo, 4 anos, com liberação de 25% ao ano.

🛑 Regras de saída antecipada:

O contrato deve prever o que acontece se o sócio sair antes do fim do período. Em muitos casos, ele perde as cotas ainda não adquiridas, ou precisa vendê-las de volta à empresa ou aos outros sócios.

📌 Condições de performance (opcional):

Além do tempo, o vesting pode estar atrelado ao cumprimento de metas, como captação de investimento, faturamento ou entrega de produtos.

Vesting é só para fundadores?

Não. O vesting também pode ser aplicado a colaboradores-chave (como CTOs, desenvolvedores ou diretores), por meio de programas de Stock Options, especialmente em startups em fase de crescimento. Essa prática é comum em empresas que querem reter talentos e alinhar interesses.

Aspectos jurídicos importantes

1. O vesting não pode contrariar o contrato social ou o estatuto da empresa.

2. É essencial prever cláusulas de recompra, valorização e restrição de voto.

3. O contrato precisa ser claro, escrito e assinado por todos os sócios.

4. Em caso de acionistas estrangeiros, atenção à estrutura tributária do vesting.


Conclusão

O contrato de vesting é um instrumento essencial para startups que desejam crescer com segurança e manter o comprometimento dos fundadores e colaboradores. Ele evita conflitos futuros, protege o capital da empresa e dá mais segurança a investidores. Em qualquer fase do negócio, vale a pena contar com orientação jurídica para estruturar um vesting bem-feito, alinhado com os objetivos do time e com os riscos do mercado.

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